Publicado em 8 Nov. 2025 às 13:24, por filmSPOT, em Notícias de cinema (Temas: Trailers, Cinema Norte-Americano)
A biografia do Rei do Pop divide opiniões, entre elogios ao protagonista e críticas que apontam a omissão das graves controvérsias que marcaram a vida de Michael Jackson.
Lançado esta semana, o trailer do filme "Michael", que retrata a vida de Michael Jackson, gerou reações mistas, entre elogios à semelhança do protagonista Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, com o tio e críticas à possível ocultação das controvérsias e problemas legais que afetaram a estrela pop nos últimos anos de vida.
De qualquer forma, existe interesse do público no filme. O teaser trailer acumulou mais de 30 milhões de visualizações nas primeiras seis horas, valores superiores em 50% ao do teaser de "John Wick: Capítulo 4" em 50%, outro lançamento recente da Lionsgate, segundo o presidente do estúdio, Adam Fogelson.
A sinopse descreve "Michael" como uma narrativa para além da música. Traça o percurso de Jackson desde a liderança dos Jackson Five, o grupo constituído com os seus irmãos, até à visão artística pessoal, com ênfase nas atuações dos primeiros anos a solo e na vida fora do palco.
Da banda sonora do trailer fazem parte temas como "Wanna Be Startin' Somethin'", "Beat It", "Don't Stop 'til You Get Enough" e "Billie Jean".
O elenco de "Michael" inclui também Juliano Krue Valdi como o jovem Michael; Colman Domingo encarna o pai autoritário Joe Jackson, enquanto Nia Long dá vida à mãe, Katherine Jackson. Miles Teller interpreta John Branca, o advogado e agente de longa data de Jackson, e Laura Harrier assume o papel de Suzanne de Passe, executiva da Motown.
Outros membros dos Jackson 5 são retratados por Joseph David-Jones como Jackie Jackson; Jamal R. Henderson como Jermaine Jackson; Tre Horton como Marlon Jackson; e Rhyan Hill como Tito Jackson. No círculo profissional, Kat Graham interpreta Diana Ross, mentora inicial de Jackson, Larenz Tate é Berry Gordy, fundador da Motown, e Kendrick Sampson é o produtor Quincy Jones. Jessica Sula interpreta La Toya Jackson, irmã do cantor, Derek Luke é o advogado Johnnie Cochran, Liv Symone encarna Gladys Knight, Kevin Shinick é Dick Clark e KeiLyn Durrel Jones interpreta Bill Bray, amigo e ex-segurança de Jackson.

Anunciado em fevereiro de 2022 pela Lionsgate, "Michael" começou a ser desenvolvido em finais de 2019, com argumento de John Logan. Antoine Fuqua foi confirmado na realização em janeiro de 2023. As filmagens começaram um ano depois, após atrasos causados pelas greves dos sindicatos de atores e argumentistas. Terminaram em maio, com cenas adicionais filmadas em 2025, devido às restrições legais quem impedem a dramatização da história de Jordan Chandler, uma das alegadas vítimas de abuso em 1993.
"Michael" está agendado para 24 de abril de 2026 nos cinemas portugueses com distribuição da Universal Pictures, após dois adiamentos.
A duração inicial de quatro horas fez levantar a hipótese de dividir o filme em duas partes, mas o estúdio optou por uma redução para três horas e meia, deixando em aberto a possibilidade de uma sequela. A Lionsgate espera um sucesso global similar a "Bohemian Rhapsody", o maior sucesso de bilheteira entre a já extensa onda de biografias de estrelas da música pop e rock. O filme sobre o vocalista da banda "Queen" faturou mais de 900 milhões de dólares.
Nem toda a gente está entusiasmada com "Michael". Dan Reed, realizador de "Leaving Neverland", documentário sobre as alegações de abuso sexual contra Jackson por Wade Robson e James Safechuck, criticou o filme como um "branqueamento completo" que glorifica um predador, ignorando as acusações de 1993, 2005 e pós-morte. Em 2023, Reed escreveu no jornal inglês The Guardian que a ausência de indignação revela o poder sedutor de Jackson além da morte.
Michael Jackson negou sempre as alegações, foi absolvido em 2005, e morreu em 2009 por intoxicação por propofol, com o médico Conrad Murray a ser posteriormente condenado por homicídio involuntário.