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"Prestes a Explodir" chega à Netflix a 24 de outubro - veja o novo trailer

Publicado em 30 Sep. 2025 às 11:46, por filmSPOT, em Notícias de cinema

"Prestes a Explodir" chega à Netflix a 24 de outubro - veja o novo trailer

O thriller de Kathryn Bigelow tem Idris Elba no papel de presidente norte-americano e mergulha na complexidade da ameaça nuclear.

Chega a Portugal no a 24 de outubro de 2025, sem passagem anunciada pelas salas, o filme "Prestes a Explodir" ("A House of Dynamite", no original), realizado por Kathryn Bigelow, vencedora de um Óscar da Academia. A produção, que integrou a competição oficial do Festival de Veneza em setembro, conta com Idris Elba, Rebecca Ferguson, Gabriel Basso, Jared Harris, Tracy Letts, Anthony Ramos, Moses Ingram, Jonah Hauer-King, Greta Lee e Jason Clarke.

"Prestes a Explodir" parte de um cenário de tensão: o lançamento inesperado de um míssil contra os Estados Unidos, cuja autoria permanece desconhecida. A narrativa acompanha, em tempo real, os 18 minutos que medeiam entre a deteção do ataque e a sua eventual chegada, explorando três perspetivas distintas no seio da estrutura político-militar norte-americana. Entre ordens de retaliação e hesitações estratégicas, coloca-se uma questão de impossível resposta - reagir e arriscar uma escalada nuclear global, ou não agir e abrir caminho a novas agressões.

O argumento é assinado por Noah Oppenheim, ex-presidente da NBC News que falou com atuais e antigos responsáveis norte-americanos sobre os procedimentos de emergência em caso de ataque nuclear. 

À semelhança do que já fizera em "The Hurt Locker" (2010), Bigelow constrói aqui um dilema moral tão intenso quanto narrativo, cruzando temas urgentes como a brutalidade policial de base racial, a opacidade da guerra de guerrilha e os limites éticos da recolha de informação.

Em declarações ao Festival de Veneza, a realizadora recordou ter crescido nos anos da Guerra Fria, quando exercícios escolares de proteção contra ataques nucleares eram prática corrente. "Hoje, o perigo só aumentou. Várias nações detêm armas capazes de acabar com a civilização em minutos, e, no entanto, existe uma normalização silenciosa do impensável", afirmou.

No passado fim de semana, durante o New York Film Festival, Bigelow voltou a sublinhar a importância do tema. "Estamos a viver num mundo muito volátil. Essa equação fez-me sentir vulnerável e quis aprofundar esse sentimento". A cineasta expressou ainda a esperança de que o filme sirva de catalisador para uma reflexão mais ampla: "O meu desejo é que este trabalho possa encorajar o debate sobre a redução dos arsenais nucleares. Esse seria o desfecho ideal".