Cartaz de cinema

Novas leis do aborto nos EUA podem levar estúdios a mudar produções

Publicado em 30 Mai. 2019 às 19:44, por , em Notícias de cinema (Temas: Indústria cinematográfica)

Novas leis do aborto nos EUA podem levar estúdios a mudar produções

O estado norte-americano da Georgia pode ficar sem o investimento das maiores empresas da indústria do entretenimento se avançar com a nova lei de restrição ao aborto.

A Warner juntou-se hoje à Disney e à Netflix na intenção de reconsiderar a produção de filmes e séries no estado norte-americano da Georgia após ter sido aprovada uma nova lei de restrição ao aborto. Assinada a 7 de maio pelo governador republicano (o partido do presidente em exercício, Donald Trump) Brian Kemp, a lei passa a proibir a interrupção da gravidez assim que se detete batimento cardíaco no feto.

Após uma onda de protestos de atrizes, atores e produtores, foi a vez de os chefes de alguns dos maiores estúdios dos EUA tomarem posição e darem a entender que poderão rumar a outras paragens.

Numa declaração citada pelo Deadline Hollywood, a Warner Media é prudente, mas adianta que irá trabalhar "em conjunto com os nossos parceiros de produção e atores a fim de determinar como e onde desejam filmar".

Até ao momento, foram oito os estados com maioria republicana que aprovaram alterações à lei do aborto. O caso da Georgia reveste-se de particular importância tendo em conta os muitos milhões de dólares em incentivos fiscais para a produção audiovisual que tem dado nos últimos anos e os milhares de empregos dependentes da presença das majors.

Bob Iger, CEO da Walt Disney Company, disse quarta-feira que terá de obedecer aos desejos de muita gente no setor que não deseja voltar a trabalhar na Georgia se a nova lei entrar em vigor, como está previsto, a 1 de janeiro de 2020.

Antes, na terça-feira, a Netflix pela voz do seu diretor de conteúdos, Ted Sarandos, dera o pontapé de saída na contestação a nível corporativo afirmando à Variety que a empresa irá lutar ao lado das associações de direitos civis para reverter a legislação em tribunal.