Cartaz de cinema

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Morreu Kim Ki-duk, cineasta sul-coreano controverso e premiado em vários festivais europeus

Publicado em 11 Dez. 2020 às 22:51, por Samuel Andrade, em Notícias de cinema (Temas: Obituário)

Morreu Kim Ki-duk, cineasta sul-coreano controverso e premiado em vários festivais europeus

O autor de "O Bordel do Lago" e "Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera" tinha 59 anos e morreu após ter contraído Covid-19.

Kim Ki-duk foi considerado por muitos como um dos primeiros cineastas, no curso das últimas duas décadas, a apresentar o cinema sul-coreano aos espectadores ocidentais.

Fruto da sua presença habitual, desde 2000, nos principais festivais europeus (a que se somaram vários prémios arrecadados nesses certames), a controversa e singular obra de Kim Ki-duk ficou preenchida pela violência das suas imagens, por histórias de terror quase psicológico que refletiam sobre os pecados da realidade do seu país, pelo ritmo pausado do seu cinema e, sobretudo, por uma considerável capacidade de trabalho: assinou 24 longas-metragens entre 1996 e 2019, e estreava, frequentemente, dois filmes num mesmo ano.

Da sua filmografia, destacam-se "O Bordel do Lago" (exibido, em 2000 no Festival de Veneza, com particular polémica pela violência gráfica do filme), "Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera" (multipremiado no Festival de Locarno em 2003), "Samaritana" (2004, prémio de Melhor Realizador em Berlim), "Ferro 3" (2004), "O Arco" (premiado na edição do Fantasporto de 2006), o documentário autobiográfico "Arirang" (2011), ou "Pieta" (de 2012, vencedor do Leão de Ouro em Veneza).

Para além da controvérsia da sua obra artística, a vida pessoal de Kim Ki-duk foi marcada, nos últimos anos, por diversas acusações de assédio sexual por atrizes que entraram nos seus filmes, assim como pela denúncia, por associações feministas sul-coreanas, de misoginia no seu cinema.

Kim Ki-duk morreu esta sexta-feira, aos 59 anos, num hospital de Riga, capital da Letónia, por problemas derivados da Covid-19.