Publicado em 26 Jul. 2025 às 18:44, por filmSPOT, em Notícias de cinema (Temas: Festivais de cinema)
O festival internacional de documentário decorre entre 28 de julho e 3 de agosto, com estreias nacionais, prémios internacionais e um programa cultural diversificado.
A 11.ª edição do MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço tem início esta segunda-feira, 28 de julho, prolongando-se até 3 de agosto. Durante uma semana, a vila minhota volta a acolher um olhar crítico e atento sobre o mundo, através do cinema documental, com 33 filmes oriundos de 23 países em competição.
Este ano, pela primeira vez, será atribuído o prémio FIPRESCI, da Federação Internacional de Críticos de Cinema, distinguindo uma das obras a concurso. A seleção inclui 16 curtas e médias-metragens e 17 longas-metragens, todas em estreia nacional, no caso das produções internacionais. As obras foram escolhidas entre mais de 800 submissões, e abordam temáticas ligadas à identidade, memória e fronteira, eixo central desta edição.
Entre os destaques da programação está a estreia nacional de "O Homem do Cinema", de José Vieira, um tributo a Jean-Loup Passek, figura da cinefilia europeia e impulsionador do Museu de Cinema de Melgaço, que celebra este ano 20 anos. O filme será exibido a 3 de agosto, às 22h00, na Torre do Castelo de Melgaço, após a estreia mundial no Festival La Rochelle Cinéma, a 1 de julho.
O programa estende-se para lá da competição, com iniciativas como as residências artísticas Plano Frontal – Cinematográfica e Fotográfica, cujos trabalhos serão apresentados logo no arranque do festival, a 25 de julho. A programação inclui ainda o Encontro de Festivais VIVODOC (2 de agosto), uma rede europeia que promove a colaboração no setor do cinema documental.
O MDOC promove também formação e reflexão com oficinas e masterclasses orientadas por realizadoras como Margarida Cardoso ("Perdidos e Achados", de 28 a 31 de julho) e Sandra Ruesga ("Cinema Auto-referencial e Identidade", a 1 de agosto). A sessão X-RAYDOC deste ano, a 3 de agosto, com Jorge Campos, será dedicada à análise histórica dos clássicos de Chris Marker e Joris Ivens.
O festival inclui ainda o Curso de Verão Fora de Campo, que decorre durante todo o evento, bem como o projeto Quem somos os que aqui estamos?, centrado na freguesia de Alvaredo, e que resultará numa exposição de fotografia, numa recolha audiovisual e na edição de um livro.
A exposição "Lágrima de Ferro", patente no Museu de Cinema Jean-Loup Passek, reúne imagens de guerra oriundas da Europa de Leste, sublinhando o papel do cinema como instrumento de resistência e testemunho histórico.
Por fim, a 2 e 3 de agosto, o programa "Salto a Melgaço" oferece uma versão condensada do festival, ideal para visitantes que escolham o último fim de semana para conhecer a diversidade e profundidade desta edição do MDOC.