Cartaz de cinema

IndieMusic: O Lado Documental do IndieLisboa 2018

Publicado em 23 Abr. 2018 às 23:31, por , em Notícias de cinema (Temas: Festivais de cinema)

IndieMusic: O Lado Documental do IndieLisboa 2018

Do punk das L7 à música clássica de Ryuichi Sakamoto, da eletrónica francesa ao hip hop lusitano: os destaques da programação do IndieMusic.

A ligação entre o Cinema e a Música constitui-se como a principal motivação do IndieMusic, secção competitiva do IndieLisboa inteiramente dedicada ao filme documental, e que apresenta alguns dos títulos mais relevantes a ver, de 26 de abril a 6 de Maio, no IndieLisboa 2018.

De um conjunto de documentários, sobre movimentos musicais de todo o mundo e sem descurar os seus contextos históricos, políticos e sociais, o filmSPOT partilha os títulos de maior notoriedade e que mais curiosidade suscita na programação do IndieMusic:

"Betty – They Say I"m Different" (Phil Cox)

A rainha do funk, Betty Davis, alterou o paradigma artístico para as mulheres. Como disse Miles Davis, "ela foi a primeira. Madonna antes de Madonna". Pioneira feminista e inspiradora como nenhuma mulher fora antes, este é o retrato de um percurso com origens humildes que termina na incompreensão.

 

"Ethiopiques: Revolt of the Soul" (Maciej Bochniak)

A história do jornalista de música que organizou a famosa série de CDs Éthiopiques, e do seu produtor, que entre 1969 e 1975 e com a tolerância do Imperador Haile Selassie, fez 120 singles e 14 álbuns. Tudo mudou com o golpe militar de 1974, que impôs o brutal regime Derg. A história de uma nação e da sua música, contada a partir da batida dos que resistiram à opressão.

 

"Here to Be Heard: The Story of the Slits" (William E. Badgley)

Em 1976, em Londres, surgia uma banda de raparigas adolescentes, as The Slits. Pioneiras do subgénero punky reggae, formaram um movimento feminista que vinha para destruir o status quo estético e social. Tomadas por uma energia disruptiva, donas de personalidades idiossincráticas e quebrando todas as regras, a sua música acabou por nunca chegar ao grande público.

 

"French Waves" (Julian Starke)

A música electrónica francesa é um dos fenómenos populares mais marcantes dos últimos 20 anos. Partindo das origens americanas do techno e do house e passado pelo tempo das raves ilegais, "French Waves" procura descrever o french touch que transformou a música electrónica num movimento global.

 

"Hip To Da Hop" (António Freitas e Fábio Silva)

A dupla de realizadores António Freitas e Fábio Silva percorre o território português à procura das diferentes manifestações da cultura do hip hop, focando-se nas quatro vertentes principais do movimento: o rap, o DJ, o breakdance e o graffiti. Do sul às ilhas, passando pelo microclima do Porto, este é um documentário que procura compreender de que modo cada artista "se apropria do seu país de diferentes formas".

 

"L7: Pretend We"re Dead" (Sarah Price)

A banda L7, fundada em 1985, foi um dos nomes maiores do grunge. Composta totalmente por mulheres, a sua relação com a indústria musical foi sempre complicada, apesar do sucesso e popularidade. Uma história de ascensão e queda (a banda termina em 2001) e posterior redenção (reúnem-se em 2014) daquela que foi a banda pioneira do rock no feminino.

 

"Milford Graves Full Mantis" (Jake Meginsky e Neil Young)

Fundador e pioneiro do movimento do jazz avant-garde, Milford Graves vive numa casa que é meio dojo de artes marciais, meio laboratório para música experimental. Uma reflexão sobre a aura do seu protagonista, misturando performances arrebatadoras com momentos de intimidade.

 

"Não Consegues Criar o Mundo Duas Vezes" (Catarina David e Francisco Noronha)

Eram os anos 90 e uma série de miúdos passava as manhãs a ouvir Mobb Deep, Wu-Tang Clan, Cypress Hill ou De La Soul, e as tardes a construir as suas próprias batidas. Assim nasceu o movimento do hip hop português. Um documento sobre um período marcante da música nacional.

 

"Ryuichi Sakamoto: Coda" (Stephen Nomura Schible)

O retrato íntimo de Ryuichi Sakamoto, e do seu processo criativo, numa carreira de mais de quatro décadas, passando de ícone pop do Japão ao mais importante ativista contra a utilização de energia nuclear, após o desastre de Fukushima.

 

"Studio 54" (Matt Tyrnauer)

Studio 54 é considerada a "melhor discoteca de todos os tempos". Aberta em 1977 (e encerrada apenas 33 meses depois, por evasão ao fisco), o seu legado ficou marcado a sexo e drogas na história de Nova Iorque. Um espaço mítico pela máxima liberdade que permitia, cujo fim coincidiu com as primeiras mortes associadas à pandemia da SIDA e o início da administração Reagan.

Studio 54

A programação completa do IndieMusic, assim como os horários das suas sessões, pode ser consultada na página do IndieLisboa.