Cartaz de cinema

Filmagens de "O Homem Que Matou Dom Quixote" acusadas de provocar danos no Convento de Cristo em Tomar

Publicado em 3 Jun. 2017 às 12:37, por , em Notícias de cinema (Temas: Bastidores)

Filmagens de "O Homem Que Matou Dom Quixote" acusadas de provocar danos no Convento de Cristo em Tomar

Uma reportagem do programa Sexta às Nove, da RTP1, transmitida ontem, acusa a produção do filme "O Homem Que Matou Dom Quixote", do realizador Terry Gilliam de ter provocado danos no interior do Convento de Cristo, em Tomar.

A reportagem entrevistou funcionários do monumento que confirmam a existência de uma fogueira que atingiu 20 metros de altura, no Claustro da Hospedaria, e a colocação de garrafas de gás propano no edifício. Refere ainda que, no processo, foram cortadas árvores e partidas pedras no local.

As filmagens terão decorrido entre 24 de abril e 8 de maio e, de acordo com a RTP, a produção terá pago 172 mil euros pela utilização do espaço do monumento, classificado como património universal pela UNESCO.

"O Homem Que Matou Dom Quixote" tem estado envolvido em dramas e polémicas desde o início, com a produção a ser suspensa e cancelada em diversas ocasiões por acidentes e catástrofes naturais, doenças dos protagonistas e, mais recentemente, por um conflito que chegou aos tribunais entre Terry Gilliam e o produtor português Paulo Branco, um dos entrevistados no trabalho do canal público.

Numa resposta citada pela reportagem, a Direção Geral do Património Cultural e a direção que gere o Convento de Cristo confirmam o aluguer do espaço. Negam autorização para corte de árvores e fogos, mas admitem que "alguns eventos podem incluir artes de pirotecnia em locais considerados apropriados" e dão como exemplo o "sacrifício da santa no claustro da hospedaria". Referem a obrigatoriedade de um seguro de responsabilidade civil e o acompanhamento por bombeiros e elementos da proteção civil. Quanto a danos, admitem a "quebra de quatro fragmentos pétreos" e "seis telhas partidas".

O comandante dos bombeiros de Tomar confirma à RTP a presença de dois elementos durante as filmagens.

A Direção Geral do Património Cultural e a direção adiantaram ainda que "todas as ações e intervenções efetuadas, nomeadamente o fogo e as árvores, estavam previstas", mas nega a quebra de "estruturas existentes no património".