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Eurosport anuncia cobertura da Taça das Nações Africanas 2019

Publicado em 20 Jun. 2019 às 15:00, por , em Notícias de Televisão e Séries

Eurosport anuncia cobertura da Taça das Nações Africanas 2019

O canal dedica 75 horas de emissão à CAN 2019, de 21 de junho a 19 de julho.

O Eurosport emite um total de 52 jogos da grande festa do futebol africano, incluindo a grande final marcada para a cidade do Cairo, no Egito. A cobertura da CAN (Coupe d'Afrique des Nations) abrange 69 horas de emissão em direto num total de 75 horas dedicadas ao evento.

Todos os duelos serão emitidos em direto à exceção da última jornada da fase de grupos em que são jogados simultaneamente, sendo um deles emitido posteriormente em diferido.

Os comentários serão de Nuno Santos e Alexandre Afonso, com a análise a cargo de Luís Norton de Matos, Óscar Botelho e Luís Cristóvão.

Pela primeira vez, o torneio continental africano joga-se no verão e alarga o número de seleções presentes de 16 para 24. Igualmente pela primeira, a competição inclui uma ronda de oitavos-de-final e o número de jogos sobe de 32 para 52.

Os Camarões defendem o título conquistado na edição de 2017. Os "Leões Indomáveis" bateram o Egito, por 2-1, na final realizada em Libreville, no Gabão. A representação dos países de língua oficial portuguesa fica a cargo das seleções de Angola e da Guiné-Bissau.

O Egito é o país com maior número de títulos da CAN, com um total de sete (1957, 1959, 1986, 1998, 2006, 2008 e 2010). Seguem-se os Camarões com cinco (1984, 1988, 2000, 2002 e 2017) e o Gana com quatro (1963, 1965, 1978 e 1982).

Lista dos grupos na primeira fase do CAN 2019

  • Grupo A – Egito, R.D. Congo, Uganda e Zimbabué
  • Grupo B – Nigéria, Guiné, Madagáscar e Burundi
  • Grupo C – Senegal, Argélia, Quénia e Tanzânia
  • Grupo D – Marrocos, Costa do Marfim, África do Sul e Namíbia
  • Grupo E – Tunísia, Mali, Mauritânia e Angola
  • Grupo F – Camarões, Gana, Benim e Guiné-Bissau

Na opinião de Luís Norton de Matos, treinador de futebol, "as seleções a seguir com atenção nesta CAN incluem o Egito, Senegal, Marrocos e Camarões". Aponta o Egito como "claramente favorito por jogar em casa e ter sido finalista na última edição", sem esquecer "Senegal e Marrocos que podem chegar muito longe na competição devido à qualidade dos seus jogadores".

Quanto aos Camarões, que venceram a última CAN, o comentador da Eurosport julga que "no papel não são tão fortes como as seleções que mencionei antes".

Norton de Matos destaca ainda "a seleção da Guiné-Bissau que, para mim, pode ser a grande surpresa desta competição. Chega com mais experiência depois da estreia há dois anos. Na altura foi punida precisamente por essa falta de experiência. Neste momento, a equipa chega mais solta e confiante e a prova disso é a forma como carimbou o passaporte para a CAN2019, com relativa facilidade"

O comentador de futebol Luís Cristóvão vê o alargamento da competição a mais equipas "de forma natural, tendo em conta o que vai acontecendo na Europa e na Ásia". Aponta "o" desenvolvimento do futebol num maior número de países" como criador de pressão "para que mais equipas possam disputar as fases finais, potenciando o valor económico da competição e permitindo uma distribuição desse valor dentro do espaço da Confederação Africana".

Quanto à mudança de calendário, "para os clubes europeus, retira o ónus de contratar jogadores africanos que, até aqui, se arriscavam a ficar mais de um mês fora de competição com os mesmos. Mas olho isso como uma consequência secundária. O mais importante é o esforço da CAF para conciliar calendários, permitindo aos jogadores chegarem a esta competição com total foco na prova, o que acabará por gerar uma maior qualidade na proposta de jogo. Para além do mais, as novas datas vão impedir que existam muitos casos de recusa em participar, como aconteceu num passado recente", afirma Luís Cristovão.