Cartaz de cinema

Bear Grylls volta ao Discovery Channel com "Resgatados do Inferno"

Publicado em 21 Jan. 2014 às 19:37, por filmSPOT, em Notícias de televisão e séries

Bear Grylls volta ao Discovery Channel com "Resgatados do Inferno"

O aventureiro mais famoso do pequeno ecrã regressa ao Discovery Channel para experimentar na própria pele situações vividas por outros.

Bear Grylls estará frente-a-frente num verdadeiro inferno, reproduzindo as façanhas de sobreviventes de todo o Mundo e mostrando como se enfrentam condições extremas em "Resgatados do Inferno com Bear Grylls".

Na nova série, o aventureiro e perito em sobrevivência revela histórias de pessoas comuns que ficaram presas em terríveis situações de sobrevivência.

De ataques de bandidos a avalanches, perante ferozes tempestades de areia ou perseguido por ursos, estas são as histórias que ninguém espera, mas a lutar com unhas e dentes para sobreviver.

Bear dará vida a momentos-chave e experiências, desafios e cenários numa verdadeira luta pela vida no meio da natureza. Seja em selvas, montanhas gélidas, desertos ardentes ou desfiladeiros íngremes, vamos ver o que cada um fez correctamente para sobreviver e revelamos alguns dos erros que cometeram pelo caminho e que quase lhes custaram a vida.

"Resgatados do Inferno com Bear Grylls" estreia segunda-feira 20 de janeiro às 21h00, no Discover Channel.

Bear Grylls

Estes são alguns dos relatos que podem ser vistos no programa:

  • Eric Le Marque sobreviveu durante oito dias na Sierra Nevada, Califórnia, sob temperaturas negativas. Após ter caído num rio gelado, continuou a caminhar em direcção à civilização e sobreviveu.
  • Os exploradores franceses Loic Pillois e Guilhem Nayral ficaram reduzidos a pele e osso quando se perderam na floresta da Amazónia durante sete semanas. Nunca desistiram, e o seu trabalho de equipa salvou-os.
  • No Raudal Tiburon Canyon, na Colômbia, os aventureiros polacos Maciej Tarasin e Tomek Jedrys enfrentaram uma perigosa descida fluvial, perdendo a canoa e a linha de segurança. O seu engenho foi a chave da sua sobrevivência.
  • O italiano Mauro Prosperi participava numa corrida a pé no Sahara, quando ficou perdido numa tempestade de areia. Durante nove dias enfrentou sozinho as grandes temperaturas do deserto, sem ter água suficiente para sobreviver. As recordações da sua família levaram-no a ultrapassar a morte certa.
  • Quando saiu para uma caminhada, o britânico Jamie Neale não esperava ter de enfrentar durante doze dias as traiçoeiras Blue Mountains da Austrália, antes de alcançar a segurança.

Resgatados do inferno 

SINOPSES

EPISÓDIO 1: NEVE

Neste episódio, o especialista Bear Grylls dirige-se ao Canadá para enfrentar terríveis condições de sobrevivência na cordilheira da costa do Pacífico. Bear segue os passos de três homens impressionantes, Sébastien Boucher, Eric Le Marque e Charles Horton, que enfrentaram uma das maiores batalhas pela sobrevivência. Perante temperaturas extremas, ferimentos graves, desidratação e exaustão, mostraram uma coragem exemplar, engenho e determinação para escaparem deste inferno gelado.

 

EPISÓDIO 2: SELVA

O arqueólogo mexicano Armando Anaya conta como a sua equipa foi atacada por bandidos, enquanto escavavam as ruínas Maia. Foram obrigados a entregar todos os seus pertences e forçados a atravessar um perigoso rio. O cientista britânico John Gillatt perdeu-se e enfrentou sozinho a selva malaia. Dois franceses, Loic Pillois e Guilhem Nayral, iniciaram uma expedição na floresta da Amazónia que se transformou num inferno durante 52 dias. Bear Grylls reproduz as suas terríveis experiências e revela as incríveis capacidades de sobrevivência que estes aventureiros demonstraram.

 

EPISÓDIO 3: DESERTO

Bear recria a força bruta de uma tempestade de areia do Sahara, escala as encostas do deserto, bebe o sangue de uma cobra e a sua urina para se hidratar, replicando as acções de Mauro Prosperi, Ed Rosenthal e Merritt Myers e os detalhes da sua luta pela sobrevivência.

 

EPISÓDIO 4: DESFILADEIRO

Bear viaja até um dramático desfiladeiro no norte de África para reviver a experiência dos sobreviventes e sentir na própria pele os desafios radicais que eles tiveram de enfrentar.

Perante uma escalada impossível, Bear Grylls, revive o que quatro base jumpers (Jace Ramsey e Johnny Strange, entre outros) tiveram de enfrentar quando se encontraram num beco sem saída no desfiladeiro do Grand Canyon. Bear mergulha num rio feroz para mostrar como Maciej Tarasin e o seu parceiro Tomek Jedrys sobreviveram quando em plena Colômbia perderam a sua canoa num rio remoto. De regresso ao escaldante deserto africano, Bear homenageia Merritt Myers, que enfrentou um verdadeiro inferno ao ficar preso numa encosta, sob um sol impiedoso e sem água.

 

EPISÓDIO 5: MONTANHAS

Bear Grylls encarna histórias de arrepiar. Começa por mostrar como três jovens conseguiram resgatar-se de uma cordilheira e de uma floresta impenetrável. Continua com o relato de Jamie Neale, que se perdeu nas montanhas durante doze dias, e conseguiu manter-se vivo. A seguir, enfrenta um urso castanho, demonstrando como William Parvel encarou a morte ao enfrentar um urso preto na Califórnia. A aventura conclui com as técnicas de Dan Stephens, que ficou inconsciente após uma queda no Quetico Provincial Park, no Canadá: conseguiu sobreviver, orientando-se pelas estrelas.

 

EPISÓDIO 6: ESCOLA DE SOBREVIVÊNCIA

Bear faz uma retrospectiva das experiências mais memoráveis que enfrentou no programa. Mas que situações escolheu pelos desafios únicos que apresentaram?

Bear Grylls

Quem é Bear Grylls?

Edward Michael Grylls, conhecido como Bear Grylls, nasceu a 7 de Junho de 1974 na Irlanda do Norte. Bear sempre assumiu o gosto pela aventura.

Apesar de ter sofrido um acidente num exercício aéreo quando estava nas Forças Especiais britânicas, Bear lutou bravamente pela recuperação e, dois anos mais tarde, com apenas 23 anos, entrou no Guinness Book of Records como o britânico mais novo a escalar o Monte Evereste.

Mas para Bear não se trata apenas de ultrapassar os limites, mas também enfrentar desafios e viver segundo os nossos sonhos. Com esta perspectiva em mente e com o seu talento enquanto comunicador, Bear Grylls tornou-se num orador motivacional, autor de diversos livros e apresentador de televisão.

Mais conhecido do grande público como o apresentador da série "Sobrevivência", Bear é também um homem que se dedica a causas humanitárias. Aproveitando o facto de ser famoso um pouco por todo o Mundo (o programa "Sobrevivência" é emitido em 150 países e chega a uma audiência potêncial de mais de mil milhões de espectadores), Bear pode assim apoiar e angariar verbas para as causas que lhe são mais queridas, de que são exemplo a Global Angels e a SSAFA Forces Help, entre outras organizações humanitárias dedicadas às crianças. Bear Grylls é ainda Chefe Escuteiro em Inglaterra. Grylls é casado, tem 3 filhos e vive num barco no rio Tamisa.

Bear Grylls 

MITOS DE SOBREVIVÊNCIA

Mito 1:

Um dos mitos mais comuns é que se o vosso carro avaria no deserto, devem afastar-se dele e procurar ajuda. Não é uma boa ideia – há pessoas que morrem por causa disso! Ao pensar que se está a poucos quilómetros duma povoação, podem ser encontrados mortos a dois quilómetros do carro porque subestimaram o quanto o deserto pode ser brutal e impiedoso. Fiquem onde estão e esperem que vos salvem.

Mito 2:

As pessoas acham que, pelo facto da água da montanha ser límpida, pode ser bebida. Na verdade, não se sabe o que existe nessa fonte. Pode haver um animal morto no cimo da corrente. Água límpida e aparentemente fresca não é necessariamente segura para beber. Deve sempre ferver a água antes de beber para ter a certeza que não tem nada que possa fazer mal.  

Mito 3:

Outro mito comum é que se estivermos perdidos durante algum tempo, temos de encontrar comida. Isso não é verdade, e podem sobreviver durante semanas sem comer. A vossa prioridade é encontrar água e abrigo, principalmente nos locais onde estarão mortos em três dias sem água. Comer irá desidratar-vos mais depressa. A prioridade é encontrar água.

Bear Grylls 

ERROS DE PRINCIPIANTE EM DISCURSO DIRECTO…

Fiz o meu primeiro erro de principiante quando tinha 8 anos. Estava com o meu pai nas montanhas e começou uma tempestade. Pensámos: "Conhecemos o caminho de volta da montanha, vamos já voltar". Mas não conseguíamos ver por onde andávamos, e acabámos por caminhar na direcção errada...

Passámos a noite toda a caminhar completamente exaustos, desorientados, e com muito frio. Finalmente, por sorte, encontrámos um pequeno caminho e conseguimos voltar. A lição a tirar deste caso é que, no caso de um tornado, não tentem ultrapassá-lo. Concentrem-se em ficar protegidos e saírem do vento; encontrem um abrigo de qualquer maneira. O mesmo acontece numa tempestade de areia. As pessoas continuam a avançar, pensando que conseguem encontrar uma forma de sair delas. Nunca o vão conseguir fazer e devem preocupar-se em encontrar um abrigo.

Um dos maiores erros que vejo é quando os egos forçam a continuar para além da capacidade do corpo. Um exemplo clássico é o que se pode chamar de febre do cume da montanha. Ao chegar ao pé da montanha, e já não têm tempo nem energia, continuam a avançar mesmo quando há todos os sinais a dizer para voltar para trás. Acabam por ficar presos na montanha, no escuro, ou a sair do lado errado da montanha por estarem demasiado cansados. É um problema grave que mata os alpinistas por quebrarem as suas regras.  

Muitas vezes, comete-se um erro de principiante ao sair numa simples caminhada e não dizer a ninguém onde se vai e quando se volta. Mesmo uma caminhada pode transformar-se num caso grave se se perderem ou torcerem um tornozelo e ninguém souber onde vos procurar caso não regressem. Outro perigoso erro de principiante é subestimar o quanto a altitude é debilitante. Tudo é pior e mais extremo a grande altitude; estão a enfrentar desidratação, o frio, o vento. Uma acção que é simples de efectuar ao nível do mar pode tornar-se impossível de executar a grande altitude. Lá em cima já vi várias pessoas – e eu inclusive – a rastejar de mãos e joelhos, quando podíamos correr com o mesmo esforço se estivéssemos ao nível do mar. A sobrevivência e movimentos simples tornam-se muito complicados a grande altitude.

Por vezes, temos de quebrar as regras e confiar nos instintos. Um bom aventureiro sabe o que pode, ou não, fazer. Houve alturas em que estivemos a filmar durante uma tempestade e parecia correcto seguir uma ravina íngreme, e afinal acabou por se tornar uma situação perigosa.

Têm de considerar uma grande margem de erro. Têm de antecipar o pior, e considerar que se vocês ou alguém ficar ferido terão de continuar segundo a vossa decisão. Demorem o tempo necessário para decidir, porque terão de viver durante muito tempo com as repercussões das vossas escolhas.

Finalmente, a melhor forma de aprender métodos de sobrevivência é através de observação e experiência. E caso não queiram aprender através da experiência própria, podem assistir aos exemplos de principiantes a aprenderem a sobreviver através de tentativa e erro, e a lidar com as consequências dos seus erros em "Resgatados do Inferno com Bear Grylls".